quinta-feira, 5 de abril de 2012

ESOPO

Esopo foi um escravo ao qual se atribui a paternidade da fábula enquanto género literário que, pensa-se, viveu entre 620 e 560 a.C. mas não há certeza em relação ao local onde nasceu. Acabaria por ser libertado pelo seu senhor, Idamon, porque conheceu o estadista Sólon na corte do rei Creso. Graças às suas fábulas Esopo conseguiu convencer o povo ateniense a manter Pisístrato, governador de Atenas e parente de Sólon, no poder, através da fábula "As rãs que queriam um rei". Assim, os cidadãos foram convencidos a manter o seu ditador.
Ainda se cria uma grande discussão acerca da existência de Esopo, uma vez que muitos defendem que este não existiu, sendo apenas uma personagem inventada. Contudo, Máximo Planudes (monge de Constantinopla) descreve Esopo como sendo um anão feio e disforme. A juntar a este facto sabe-se que, mesmo que Esopo tivesse existido, as suas fábulas não são decerto da sua autoria; efectivamente, as fábulas eram famosas entre os gregos e muitas delas têm mesmo origens orientais ou já milhares de anos.
Segundo Heródoto, Esopo teve uma morte violenta, sendo lançado de um precipício pelo povo de Delfos, devido ao sarcasmo das suas fábulas.


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