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segunda-feira, 21 de julho de 2014

PETRÓNIO

Petrónio, que nos chegou para a posteridade enquanto "pai do romance", foi um escritor romano e frequentador da corte de Nero, do qual era conselheiro. Pouco se sabe sobre a sua vida e mesmo a sua identidade tem sido frequentemente objecto de discussão. Sabe-se sim que Petrónio consagrava a sua vida à libertinagem e aos prazeres, a tal ponto que o próprio imperador só aceitava algo como prazeroso após a aprovação do próprio Petrónio. Tal acabou por despoletar invejas na corte e o seu rival, Tijelino, envenenou o espírito do imperador contra o conselheiro. Petrónio acabaria por ser feito prisioneiro enquanto Nero viajava. Incapaz de conviver com a angústia de se saber entregue à vida ou à morte, o autor acabou por cometer um lento e jocoso suicídio, no qual abria e fechava as veias lentamente enquanto discursava sobre os prazeres da vida. No final, após ter tornado a morte numa prazerosa sensação de sono, adormeceu com naturalidade, não sem antes mandar uns recados ao imperador e castigar uns escravos.
As poucas obras de Petrónio que chegaram até nós são, com efeito, o reflexo do estilo de vida do autor. Hoje, contudo, detêm o papel de documentos vivos sobre a vida aristocrática romana, com a sua opulência e a sua fraqueza, com a sua ruiqueza material e a sua pobreza espiritual, com os seus prazeres e as dores de que eram compostos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

APULEIO

Apuleio nasceu por volta de 125 em Madauros, na Argélia. O seu nome próprio é desconhecido (Apuleio é um apelido) mas pensa-se que possa ser Lúcio. Era filho de um duumuir (magistrado principal) que, deixando-lhe com a sua morte dois milhões de sestércios, lhe deu a possibilidade de usufruir de uma educação superior e de viajar. Seguindo-se-lhe dificuldades económicas causadas muito possivelmente por má gestão da fortuna, Apuleio contraiu matrmónio com a rica Emilia Pudentila, mão de um colega de estudos chamado Ponciano, o que lhe iria valer a grave acusação em tribunal de ter despertado o amor em Pudentila graças a artes mágicas (uma vez que Apuleio sempre demosntrara grande interesse pela alquimia e pelo oculto), acusação que poderia tê-lo conduzido à pena de morte.
Ao longo da sua a vida, para além da actividade literária, Apuleio dedicou-se a difundir as ideias platónicas que aprendera em Atenas. Já em Cartago aprofundou estudos na área da poesia, geometria, música e filosofia.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

VIRGÍLIO

De verdadeiro nome Publius Vergilius Maro, nasceu no ano 70.C. em Mântua, pertencendo ao último século da era pré-cristã. Terá estudado as obras-primas da literatura grega e alexandrina, bem como a filosofia epicurista e acabou os seus estudos no ano 50 a.C. numa altura conturbada; o facto é que Virgílio assistiu a variadas convulsões políticas e sociais: desde o reacendimento da guerra civil ao assassinato de César e fim da sua ditadura em 44 a.C, acabando o poeta por ser expulso da sua província entre 42 e 40 a.C. devido a perturbações de ordem política. O que importa reter do resultado dos seus estudos é que Virgílio revelou ser extremamente culto: a sua cultura geral abarcava as letras, a filosofia, a história e foi mesmo até à matemática, ciências naturais e medicina.
No ano 31 a.C. Octávio (que se tornará mais tarde o imperador Augusto) restabelece a paz numa batalha que culminou na a morte de António e de Cleópatra, contudo Virgílio não mais voltará à sua terra natal. Ainda assim e poucos anos depois, a 27 a.C., concebeu o projecto de erigir uma homenagem à glória do imperador: "A Eneida", um poema épico e nacional. Nos anos que se sucederam ao início da redacção da epopeia, Virgílio dedicou-se a viajar com o intuito de visitar os locais em que passassem os episódios da sua narrativa para obter inspiração, informações históricas e dar um cunho de veracidade à obra. Aquando a sua visita a Mégara adoeceu e teve que retornar a sua casa em Atenas, onde viria a falecer no dia 21 de Setembro de 19 a.C. "A Eneida" é, assim, um livro póstumo.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ESOPO

Esopo foi um escravo ao qual se atribui a paternidade da fábula enquanto género literário que, pensa-se, viveu entre 620 e 560 a.C. mas não há certeza em relação ao local onde nasceu. Acabaria por ser libertado pelo seu senhor, Idamon, porque conheceu o estadista Sólon na corte do rei Creso. Graças às suas fábulas Esopo conseguiu convencer o povo ateniense a manter Pisístrato, governador de Atenas e parente de Sólon, no poder, através da fábula "As rãs que queriam um rei". Assim, os cidadãos foram convencidos a manter o seu ditador.
Ainda se cria uma grande discussão acerca da existência de Esopo, uma vez que muitos defendem que este não existiu, sendo apenas uma personagem inventada. Contudo, Máximo Planudes (monge de Constantinopla) descreve Esopo como sendo um anão feio e disforme. A juntar a este facto sabe-se que, mesmo que Esopo tivesse existido, as suas fábulas não são decerto da sua autoria; efectivamente, as fábulas eram famosas entre os gregos e muitas delas têm mesmo origens orientais ou já milhares de anos.
Segundo Heródoto, Esopo teve uma morte violenta, sendo lançado de um precipício pelo povo de Delfos, devido ao sarcasmo das suas fábulas.


terça-feira, 13 de março de 2012

PLAUTO

Titus Maccius Plautus foi um dramaturgo romano que viveu durante o período republicano. Pouco se sabe da juventude, mas pensa-se que teria trabalhado como cenógrafo ou carpinteiro para o teatro, criando assim o gosto pessoal pela arte. Tendo o seu talento para a actuação sido descoberto, decidiu adoptar os nomes Maccius (personagem semelhante a um palhaço) e Plautus (que significa "pé-chato"). Foi tal o sucesso do poeta cómico que o seu nome passou a ser sinónimo de êxito ainda em vida. 
Do total das suas peças chegaram vinte e uma anos nossos dias, sendo que as suas comédias são exemplos das mais antigas obras em latim preservadas integralmente até à actualidade, sem descurar o facto de a maioria ser também adaptações de comédias gregas ao gosto romano. "Anfitrião" é a comédia mais apreciada na actualidade e tem sido alvo de várias adaptações no teatro, no cinema e na literatura.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

OVÍDIO

Publius Ovidius Naso nasceu a 20 de Março em 43 a.C e foi um poeta romano. Os pais esperavam que ele fosse a ser um grande jurista, contudo cedo demonstrou ser mais emocional e pouco fluente na arte de argumentar.
A sua poesia trata essencialmente do quotidiano e boémio. Algumas das suas obras mais famosas são "Heroides" "Amores" e "Ars Amatoria", uma trilogia de poesia erótica  e o "Medicamina Faciei Feminae", um livro de cosméticos para mulheres.
Sabe-se que levava uma vida boémia, casando três vezes e divorciando-se duas e que era admirado como grande poeta, contudo o seu estilo de vida cedo levaria a que fosse exilado poucos anos antes da sua morte pelo imperador Augusto, que achava o seu "Ars Amatoria" imoral.
Ovídio faleceu no exílio no ano 17 da nossa era antes de conseguir concluir um a sua última obra, que tratava da arte da pesca e cujas razões para o tema ainda são desconhecidas, uma vez que Ovídio nunca pareceu demonstrar qualquer interesse nesse tipo de assuntos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SÓFOCLES

Sófocles nasceu em Colono (Atenas) cerca de 496 a.C, filho de um armeiro rico que lhe deu uma esmerada educação. Foi o segundo dos três grandes poetas trágicos gregos, bem como o mais bem sucedido em vida (ganhou vinte vezes o primeiro prémio e nunca ficou em terceiro lugar). A sua obra "Antígona" valeu-lhe o cargo de estratego na guerra de Samos, contudo rapidamente se afastou da política ao notar nos atenienses um certo espírito autoritário, algo que não lhe serviu, pois sempre tentava vencer com a razão. Era também exímio atleta, actor e corega. Aristóteles usa-o frequentemente como modelo por representar os homens "como deveriam ser" e não como eram à maneira de Eurípides. Sabe-se também que escreveu mais que 120 peças, contudo apenas chegaram sete aos nossos dias.
 Sófocles faleceu com noventa e um anos, não se sabe se em 406 ou 405 a.C.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ÉSQUILO

Ésquilo é o mais antigos dos três grandes poetas trágicos gregos, sendo por isso considerado o pai da tragédia. Sabe-se que vinha de uma família de eupátridas (aristocracia) e que vivia com uma condição abastada.
Cumpriu, como cabia aos jovens de Atenas, serviço militar e participou em várias campanhas militares, entre elas as Guerras Persas junto com seu irmão, que acabaria por perecer e que lhe haveria de dar o mote para a sua tragédia "Os Persas".
Poeta trágico de grande reputação, só veria o auge da sua carreira ocorrer com a morte de Frínico, seu principal rival; a partir daí, passou a arrecadar primeiros prémios com frequência.
Morreu cerca de 456 a.C., alega-se, morto por uma tartaruga que uma águia teria derrubado das alturas, contudo não se confirma a veracidade deste episódio.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

EURÍPIDES

Eurípides nasceu em Salamina em 480 a.C. e é. com Sófocles e Ésquilo, um dos maiores poetas trágicos gregos da antiguidade e o que mais influenciou o teatro e a ópera modernos. Contudo, quase nada se sabe da vida do poeta, excepto que terá falecido desiludido com a natureza humana em reclusão após uma vida inteira de quase marginalidade.

http://net-biblio.blogspot.com/2011/05/hipolito-por-euripides.html
http://net-biblio.blogspot.com/2011/06/medeia-por-euripides.html